❝Porque você não encherga que meu amor por você não tem fim.. que oque eu mais preciso é de você aqui comigo, sabe aquele amor de 1 semana atrás? cresceu e cresceu pra caralho, mais quem se importa? mais eu so espero que você seja muito feliz, mesmo que não seja comigo.❞
❝Tudo aquilo que você evitou pensar ao dia, simplesmente apareceu na hora que você deita para domir, você não consegue ignorar.❞
❝O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo. Me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.❞
❝Achava escroto chamar guria de princesa e amor era coisa para os fracos.
Eu não tinha um tostão, morava no morrão e era apaixonado por macarrão. Eu quase não tinha ar ou chão. Pegava tudo conté mulher, das loirinhas até as mulatinhas. Quando chegava o fim do mês, eu rezava pro despejo não me pegar. Um dia no ponto do busão, vi uma patricinha dos olhos azuis chegando, ela era linda, acho que morava na zona sul e nunca me daria atenção. Todo dia ela passava no ponto e eu ia pra escola felizinho, ela me olhava, dava um sorriso com aqueles dentinhos branquelos como ela e todos eles eram rentinhos. Eu era vagabundo, ela linda, eu nunca teria ela pra mim. Um dia cheguei nela, dei papo reto e ela ainda me chamou de lindo. Rapaz era amor de verão, “um lance é um lance”, era daqueles pente e rala. Engano meu, meses depois meu coração já era da patricinha da zona sul e o dela batia por mim. Ouvir dizer que na busca do amor não existe leis. Ela me encontrou lá no ponto, de chinelo, tentando enganar o cara da catraca do busão, sem um tostão no bolso. Eu tinha vontade, não uma razão, mas ela se tornou toda ela. Quando dormia no meu peito, meu coração ia a mil e minha patricinha ficava mais linda ainda — como se isso fosse algo possível. Ela disse que ia clarear, clareou. Nossa música era rap, mas ela era minha música, do refrão mais fácil de lembrar. Ela me quis sem nada, saiu da zona sul pra morar na favela, com o moleque dela. E como eu dizia pra ela e tirava o mais belo sorriso reto daquela boca rosada: Que o mundo se exploda se teu coração for meu abrigo, e de tanto conviver comigo ela já falava “jaé neguinho.” Minha felicidade morava ali, no meu morro, no meu barraco, usando minha blusa de frio que cabia mais três dela lá dentro. Botei fé pra viver com ela, hoje a aliança que ela carrega no dedo foi eu quem paguei. Eu não era romântico ou qualquer porra do tipo, minha patricinha virou minha princesa e de princesa passou a ser rainha. Eu não tinha um tostão, mas de acordo com ela, a missão de fazê-la feliz, era minha. Hoje se me perguntassem: “E aê rapaz, tu é fraco?” Eu diria com toda certeza do mundo: “Demais”. Porque amar é para os fracos, porém são os fracos conseguem amar de verdade, amar demais.❞
+ Eu achava escroto chamar guria de princesa e amor era coisa para os fracos. (metafora-s)
❝Mas dessa vez eu não chorei.
Quando você foi embora pela milésima vez, eu decidi que tinha cansado de ficar indo atrás e tentando concertar algo que não tem concerto. A gente sabe que nunca ia dar certo mesmo então pra quê ficar inventando desculpinhas pra continuar com isso? Por isso acabou, porque eu cansei de insistir nessa merda que a gente chamava de relação mas que nunca passou de um monte de brigas misturado a tesão e carência da minha parte. É difícil aceitar e assumir, mas é verdade que você sempre soube, lá no fundo, em um lugar que nem você sabia que existe, que eu nunca te amei da mesma forma que você me amou. Eu quis, eu juro, eu quis que desse certo e que no final a gente conseguisse rir disso tudo e respirar aliviados lado a lado. Mas não, a gente nunca ia conseguir nada disso porque a gente é a gente, e a gente não corre atrás, a gente não dá valor e não se importa. Então por causa da gente, a gente não deu certo, e nunca iria dar, não se dependesse de mim. Fala demais, reclama mais do que deveria e tem manias tão legais quanto as do meu avô de 96 anos. E eu te disse duzentas vezes que você era insuportável, que você me irritava, e que tinha acabado, mas sabe Deus porque, você ficava por perto e achava que era melhor assim. Mas nunca foi melhor, nunca, cara. Todas as vezes que você ficava depois de eu te mandar embora, eu queria sussurrar baixinho no teu ouvido o quanto você era perfeito, mas que infelizmente, não servia pra mim. Quando a gente brigava, eu só queria que você entendesse e fosse embora de uma vez sem todo aquele discurso de que eu não te amava e sei lá o quê. Eu não te amava, nunca te amei, nunca ia te amar, você não precisava ficar dizendo isso em voz alta, porque todo mundo sempre soube, todo mundo. A gente ter acabado não é mistério nem novidade, é só o resultado de uma equação em que apenas um ama e o outro fica rindo desse amor. Não me culpe, a culpa é toda sua, você que me amou demais e esqueceu de fazer eu te amar ao menos um pouquinho. Como pôde ser tão otário? Vai, pode falar, pode me explicar, eu vou te ouvir dessa vez, mesmo que tua voz me dê sono e eu queira matar você de vinte e quatro maneiras diferente. Isso mesmo, 24, afinal esse é o teu número preferido, não é mesmo? Você nunca foi homem o suficiente pra me cobrar nada, ou pra reclamar, ou pra qualquer outra coisa que exigisse de você o teu lado masculino. Tu foi mais mulher do que eu, mais mulherzinha e muito mais otário. Mas acabou, acabou graças a Deus e agora cada um vai pro seu lado e vai fingir que nada aconteceu e que isso foi um maldito erro, só isso, mais nada. Eu não lamento pelo fim, nem um pouquinho, sério, nem saudade eu sinto, afinal, não há nada que me faça sentir saudade. Você foi um daqueles erros que a gente comete só pra ter história pra contar pros netos ou então pra reclamar da vida depois. Só isso. Era carência, necessidade de estar com alguém e medo de ficar sozinha. Eu precisava de você pra eu aprender a ser sozinha, a não depender de ninguém, a não cometer erros e aprender um pouco sobre o amor, ou a falta dele no caso. Mas da gente, eu não quero levar nada, nadinha, nem uma lembrança. É sério, graças a Deus acabou.❞